Retrofit: você conhece essa tendência?

Arquitetura e decoração
10 de dezembro

No mundo da construção civil e da arquitetura, muito tem se falado sobre novas tendências que buscam renovar os espaços, mantendo a originalidade da construção inicial. Essa tendência surgiu na Europa e tem o objetivo de renovar as características dos espaços, mantendo viva a história do local. Dessa forma é possível fazer com que as construções adquiram novas funcionalidades de uso, mantendo a essência histórica e arquitetônica.

O termo retrofit é utilizado com muita frequência no dia a dia de arquitetos, designers e urbanistas, fazendo referência às atualizações nos projetos, porém preservando as características intrínsecas da obra.

Como surgiu o conceito de retrofit

Essa tendência surgiu com o objetivo de solucionar o seguinte problema: como podemos reaproveitar uma enorme quantidade de edifícios históricos e inutilizados, construídos com tecnologias antigas que impossibilitam seu uso? Quando falamos em São Paulo, essa realidade é ainda mais presente. Sem possibilidade de demolição e criação de novos espaços, a opção que restava era restaurar o existente. Assim, o retrofit surge como uma solução para edifícios abandonados ou ainda sem condições de utilização, preservando o patrimônio histórico e dando vida adequadamente aos antigos espaços, que muitas das vezes estão em excelentes localizações. Estima-se que na Europa, 50% dos projetos atuais sejam derivados da técnica do retrofit. Você sabia?

Conheça algumas particularidades dessa categoria de projeto.

Um projeto retrofit pode ser mais caro do que uma construção começada do zero.

Os custos são provenientes da necessidade de uma qualificada mão de obra, profissionais altamente especializados, desde o planejamento até a execução. Faz-se necessário atualizar os materiais e produtos utilizados na ampliação, restauração, ou até mesmo substituição da alvenaria, dentre outros processos.

Além de aumentar a vida útil do ambiente “retrofitado”, é possível promover melhorias sustentáveis

Essa tendência aproveita e atualiza uma residência ou edifício já construído.  O retrofit de uma edificação não deixa de ser uma importante prática de sustentabilidade: revitaliza espaços com infraestrutura já desenvolvida e gera significativamente menor impacto ambiental do que construções novas.

Além disso, a renovação de um edifício histórico localizado em uma região com elevada mobilidade urbana e acesso imediato a todo tipo de serviços, como por exemplo o centro de São Paulo, desestimula o uso de automóveis e, portanto, as emissões de gases de efeito estufa.

Renovação da infraestrutura

Em relação a infraestrutura, a renovação de instalação elétricas e hidráulicas, com o uso de novas tecnologias e materiais modernos e mais resistentes, a valorização do imóvel certamente ocorrerá. Essa revitalização é fundamental para evitar danos graves. Além da atualização da rede elétrica, outras mudanças podem ser possíveis nessas construções como: criação de novos espaços no interior do edifício; reforço estrutural dos pisos; inclusão de elevadores para garantir acessibilidade e a utilização de telhados com vidros para aproveitar melhor a iluminação natural.

O primeiro retroart de São Paulo e do Brasil

Originalmente batizado de Edifício Irradiação, o empreendimento foi construído na década de 1940, pelo arquiteto francês Jacques Pilon.

Através de um processo de retrofit, a TPA o reintroduziu no centro de São Paulo, o Residence Jacques Pilon. Apresenta unidades de 20 a 41m², equipadas e mobiliadas, com serviços pay-per-use e lazer completo na cobertura. Localizado na Av. Senador Queirós, o edifício está inserido em uma região com forte apelo para compras, próximo ao Brás, Santa Efigênia, Bom Retiro e 25 de Março.

Idealizado para venda a compradores privados e investidores para aluguel de curta ou longa permanência, já possui unidades locadas e com rendimento. O Residence Jacques Pilon é um marco de revitalização do centro e foi Vencedor do Prêmio Master Imobiliário 2020.