Um dia de turista no Centro Histórico de São Paulo

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22 de abril

Tem coisa melhor do que viajar? Andar por aí, com o olhar curioso de turista, conhecer coisas novas, fazer um roteiro só de coisas legais, abrir o olhar para o novo, experimentar novos sabores? Viajar é demais, mas nem sempre é preciso ir longe para ter todas essas experiências. Fizemos aqui um roteiro para você viver um dia de turista no Centro Histórico de São Paulo. Vale para indicar para aqueles amigos que estão de passagem pela cidade. E vale para quem mora aqui e quer olhar a cidade com outros olhos.

O roteiro pode ser feito num sábado, domingo ou feriado. Ou naquele dia que está sobrando nas férias. Fizemos um roteiro indicativo, com lugares próximos, a uma curta caminhada um do outro. Então você pode mudar a ordem, começar do final, voltar, ou nem completar o trajeto completo porque decidiu esticar o almoço ou o café da tarde. Afinal, turista pode, né?

9h – Catedral da Sé

Passeio na Catedral da Sé tem imenso valor histórico | Foto: A Vida no Centro

Se puder, vá de metrô, melhor maneira de chegar ao Centro. A primeira foto pode ser feita ainda dentro da estação. Depois de passar a catraca, dê uma olhada no jardim interno da estação. De lá, olhe para cima e você vai ver as torres da catedral de um jeito diferente.

Depois disso, saia da estação e ande até a catedral. Não importa se você é ou não religioso: ela vale uma visita pela importância histórica e arquitetônica. Depois de observar a beleza interna, do alto da escadaria aprecie a praça em si, com suas palmeiras. É lindo demais. E, claro, fique atento ao celular na hora das fotos.

11h – Caixa Cultural

Foto: A Vida no Centro

Atravesse a praça, e do lado direito você vai ver um prédio antigo. Trata-se do Edifício Sé, um prédio art déco construído em 1939 para ser a sede da Caixa Econômica em São Paulo. Em 1989, ele virou uma das sedes da Caixa Cultural e hoje sedia exposições de artes e espetáculos de dança, teatro, shows e debates. Tem ainda o Museu da Caixa, com instalações originais, contando a história da instituição bancária e de certa forma da economia brasileira.

Aberto ao público de terça a domingo, das 9h às 19h. Gratuito.

12h – Pateo do Collegio

Foto: A Vida no Centro

Atravessando a Praça da Sé, do lado oposto à Caixa Cultural, o Pateo do Collegio fica a apenas um quarteirão de distância. Local de nascimento de São Paulo, é um dos lugares mais bonitos do Centro, com seu calçamento de pedra e fachadas brancas. Aliás, o casario branco não é original, mas uma réplica construída nos anos 1970 das primeiras casas da cidade. No pátio interno, foi preservada uma parede de taipa de pilão, para mostrar o estilo de construção da época.

Além da praça em si, é possível visita o Museu Anchieta, com um belo acervo de arte sacra e sobre a história de São Paulo. Para descansar, olhar (ou postar) as fotos e assimilar tudo o que foi visto, o Café do Pateo. Cafés especiais, almoço e um ambiente tranquilo, com um belo jardim interno.

Museu aberto de terça a sexta, das 9h às 16h45, e sábados e domingo das 9h às 16h30

Café aberto de terça a sexta, das 9h às 16h30, e sábados e domingo das 9h às 16h30

14h – CCBB

Foto: A Vida no Centro

Recuperado e energizado pelo almoço, a dica é seguir em frente no calçadão, pela Rua do Tesouro, e depois pegar à direita na Rua Álvares Penteado. Dá para ver vários edifícios históricos no caminho até chegar ao mais impressionante deles, na esquina com a Rua da Quitanda: o Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB. O prédio, construído em 1901 e reformado em 1923 para se tornar a sede paulista do Banco do Brasil, já vale a visita, mas sempre há excelentes exposições em cartaz. A programação ainda tem sessões de cinema e de teatro, além de atrações infantis. E ainda tem um ótimo café, com mesas do lado de dentro e de fora.

Rua Álvares Penteado, 112, esquina com Rua da Quitanda

Aberto de quarta a segunda, das 9h às 21h

15h30 – Centro financeiro

Farol Santander | Foto: A Vida no Centro

Já que estamos num banco, que tal continuar o passeio no coração do primeiro centro financeiro da cidade? Seguindo pela rua Álvares Penteado chega-se ao Largo do Café e, seguindo à direita, pela Rua São Bento, à Praça Antônio Prado. Ali estão a Bolsa de Valores (hoje chamada B3), o antigo Banco de São Paulo e o edifício Altino Arantes (antigamente conhecido como Banespão e hoje rebatizado de Farol Santander). Do outro lado, o Edifício Martinelli, que foi o primeiro arranha-céu de São Paulo e prédio mais alto da América Latina entre 1934 e 1947 e está prestes a reabrir seu terraço para visitas e se transformar num novo ponto turístico da cidade. São várias as opções: subir no Farol Santander (tem que comprar ingresso), a partir do fim do mês subir no Martinelli ou apenas observar os prédios da época em que São Paulo se transformou numa metrópole.

Se quiser parar para apreciar o Martinelli de fora, a dica é a Casa Mathilde (o único ponto negativo é que ela fecha cedo no sábado, 16h30, e não abre no domingo). Do mezanino dá para ter uma visão incrível do Martinelli.

18h – Mosteiro de São Bento

Foto: A Vida no Centro

Seguindo pela Rua São Bento, você chega ao largo do mesmo nome e à igreja e mosteiro. A beleza começa na parte externa, mas o interior de igreja é de cair o queixo. Fotos são proibidas, mas dá para admirar a riqueza de detalhes da arquitetura e pinturas. Ela fica aberta aos sábados das 16h às 19h30. É preciso ir na parte da manhã, no entanto, para participar da maior atração do mosteiro: as missas com canto gregoriano, são realizadas de segunda a sexta, às 7h, e sábados às 6h. Aos domingos, às 10h, a missa tem canto e órgão. E, no último domingo de cada mês, é servido um concorrido brunch no mosteiro (reservas no telefone (11) 94075-0593).

19h – Bar do Cofre

Foto: A Vida no Centro

Se depois desse roteiro ainda quiser emendar um happy hour, uma pedida é retornar ao Farol Santander para ir o Bar do Cofre. Instalado no antigo cofre do banco, tornou-se o novo hit da região, com drinques original e cardápio de comidinhas preparadas pela equipe do SubAstor.

Aberto de quinta a sábado, das 17h à 1h.

Por A Vida no Centro